A hidroesteira (ou esteira aquática) é um equipamento que combina os benefícios do exercício físico com as propriedades terapêuticas da água. Ela permite que o animal caminhe ou trote dentro de um compartimento com água morna, onde o peso corporal é reduzido, o impacto nas articulações é mínimo e os movimentos são mais leves e controlados. É uma das ferramentas mais utilizadas na fisioterapia veterinária moderna, especialmente em casos de reabilitação motora, fortalecimento muscular e alívio de dores articulares. Ela permite que o animal se exercite sem o desgaste causado pelo impacto do solo, tornando-se uma aliada poderosa na reabilitação e no envelhecimento saudável.
Quais animais podem usar a hidroesteira?
Em geral, a maioria dos cães e alguns gatos podem utilizar a hidroesteira, desde que haja indicação e acompanhamento profissional. Ela é especialmente útil para os casos de: cães com displasia coxofemoral ou de cotovelo, animais com artrose ou dores crônicas, reabilitação pós-cirúrgica (ex.: ligamento cruzado, fraturas), lesões neurológicas (ex.: hérnias de disco, paralisias), obesidade (controle de peso com baixo impacto) e condicionamento físico em cães atletas, de trabalho ou idosos.
Os felinos também podem se beneficiar em alguns casos, principalmente em lesões ortopédicas ou neurológicas, embora o processo de adaptação ao ambiente aquático seja mais delicado.
Há restrições ou contraindicações?
Embora seja muito segura, a hidroesteira não é indicada para todos os animais. Em algumas situações o seu uso pode ser contraindicado ou adiado como: problemas respiratórios graves, infecções de pele ou feridas abertas, insuficiência cardíaca descompensada, medo extremo ou fobia à água, doenças infecciosas ativas, casos de convulsões sem controle medicamentoso e em casos em que o animal ainda esteja com pontos cirúrgicos.
Por isso, é fundamental que o animal passe por uma avaliação completa com um médico-veterinário fisiatra antes de iniciar o protocolo. A individualização do tratamento garante segurança e eficácia.
Adaptação e cuidado fazem a diferença
Nem todos os animais vão se sentir confortáveis de imediato. Por isso, o processo de adaptação deve ser gradual, respeitando o temperamento e os limites de cada animal. Profissionais especializados utilizam técnicas de manejo positivo para que a experiência seja tranquila e até prazerosa. Além disso, o acompanhamento constante durante a sessão garante que o exercício seja feito corretamente, com monitoramento de postura, resistência, tempo e temperatura da água.
Se você tem um pet em tratamento ou com alguma limitação física, converse com um profissional habilitado em fisioterapia veterinária e descubra se a hidroesteira pode fazer parte do plano de cuidados dele.
No vídeo a seguir, as irmãs da raça border collie, Pandinha e Nura, com 12 anos, fazendo hidroesteira no Instituto de Reabilitação Animal:
Compartilhe nas redes