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Ozonioterapia

A ozonioterapia foi introduzida no brasil em 1975 pelo médico Heinz Konrad, tendo múltiplas aplicabilidades tanto ortopédicas, como estéticas ou imunoestimulantes. O gás ozônio foi descoberto por Friedrich Christian Schönbein  em 1840, porém já tinha sido descrito o seu odor pelo médico e físico Martin Van Marum em 1781.

O ozônio é um gás natural que compõem a nossa estratosfera e que protege o planeta na troposfera. O ozônio é uma molécula composta por três átomos de oxigênio (O3), tendo um odor acre característico (cheiro de chuva). A terapia a partir do ozônio consiste aplicação do gás em baixas doses para modular a maioria das funções protetoras das células. “O ozônio não é um remédio, e sim um agente condicionador que ajuda ao nosso corpo a curar a si próprio”, sendo assim, é uma terapia complementar aos demais tratamentos existentes.

O ozônio é formado quando ocorre a quebra da molécula de oxigênio (O2->O), fazendo com que o átomo se ligue a uma molécula de O2 criando assim o O3. A quebra da molécula de oxigênio ocorre devido radiação UV ou a técnica de “descarga corona” (que é utilizado nos geradores de ozônio médico, junto com uma fonte de oxigênio medicinal).

Indicações

  • Dores articulares
  • Tendinites
  • Miosites
  • Fascites
  • Dores de coluna
  • Além de poder ser usado em tratamento complementar para neoplasias e doenças autoimunes

Contraindicações

Pacientes que possuem hipertireoidismo descompensado, hipertensão arterial sistêmica descompensada, anemia grave, hemorragias recentes em órgão, caquexia, grávidas e locais com implantes e próteses.

Histórico

A ozonioterapia médica é usada desde o século XIX, com seus primeiros estudos sendo feitos na Alemanha, inicialmente sendo utilizado para o tratamento de infecções bacterianas na pele. A ozonioterapia foi aprimorada pelo Dr. Erwin Payr (1871-1946), médico e professor de cirurgia que escreveu um trabalho intitulado “ O Tratamento com Ozônio na Cirurgia”. Dr. Payr observou seu odontologista utilizar-se do ozônio para a limpeza da cavidade bucal dos seus pacientes, e teve a ideia de reproduzir a técnica para reduzir a infecção hospitalar em seus pacientes pós-operados (pois ainda não tínhamos antibióticos naquela época). Em 1896, Nicolas Tesla patenteou o primeiro gerador de ozônio, e começou a vender o aparelho e o óleo ozonizado para médicos. Durante a primeira guerra mundial (1914-1918) foi muito utilizado por médicos no tratamento de feridos. Em 1929 foi publicado o livro “Ozônio e suas ações terapêuticas” nos EUA listando 140 doenças e como tratá-las. A ozonioterapia chegou no Brasil em 1975, trazida pelo médico Heinz Konrad para tratamentos médicos focados na diminuição da dor.

Mecanismo de ação

Através da administração de gás ozônio em diferentes vias em baixas doses, o objetivo é modular a maioria das funções protetoras da célula, principalmente em nível mitocondrial. O ozônio reage com a dupla ligação dos compostos de carbono presente nos fluidos biológicos, liberando ozonídeos (EROs/ROS e LOPS), e por meio desses subprodutos: regula o sistema antioxidante, regula o metabolismo, modula o sistema Imunológico, melhora o metabolismo de oxigênio, intervém na liberação de autacóides, além da capacidade bactericida, fungicida e viricida. Os ROS, por sua vez, são responsáveis pela ação imediata da ozonioterapia, tais como melhora da oxigenação tecidual e alivio de dor, e os LOPs são os responsáveis pela reação tardia do ozônio, podendo chegar em qualquer órgão e estimular pelo estresse oxidativo a produção de enzimas antioxidantes.

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