Com o avanço da idade os cães, assim como os humanos, passam por diversas transformações físicas e comportamentais. O que muitos tutores não percebem é que, por trás de uma aparente tranquilidade ou lentidão, podem estar dores crônicas silenciosas que afetam o bem-estar e a mobilidade.
Cães idosos são especialistas em esconder desconfortos. Eles não reclamam, não choram com frequência. E como perceber desconfortos ou dores? Muitos cães apenas diminuem o ritmo e evitam subir escadas, deixam de brincar, se levantam com dificuldade ou dormem mais do que o habitual. Esses sinais sutis podem indicar problemas como artrose, displasia, hérnias de disco ou enfraquecimento muscular, condições comuns na terceira idade canina.
É nesse período da vida dos cães que a fisioterapia veterinária ganha um papel fundamental. Com técnicas não invasivas e adaptadas para cada animal, a fisioterapia ajuda a aliviar dores, melhorar a mobilidade e preservar a autonomia do cão por mais tempo. Procedimentos como a eletroterapia, magnetoterapia, hidroterapia, laserterapia e os exercícios terapêuticos atuam diretamente na reabilitação e no alívio das tensões musculares e articulares.
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Além dos benefícios físicos, a fisioterapia também contribui para o equilíbrio emocional do cão, reduz o estresse e estimula o cérebro. Um cão sem dor, volta a andar e se locomover com mais facilidade e recupera sua alegria e qualidade de vida.
O envelhecimento é inevitável, mas o sofrimento não precisa acompanhar. Se o seu cão está entrando na fase sênior, o que acontece a partir dos 7 ou 8 anos, dependendo da raça e porte, fique atento a mudanças no comportamento e na movimentação. A avaliação com um médico-veterinário fisioterapeuta pode revelar dores ocultas e iniciar um plano de tratamento preventivo ou corretivo.
Oferecer mais conforto nessa fase é uma forma de retribuir todo o amor e companheirismo que eles nos dão ao longo da vida.

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