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Shockwave

A TOCE (terapia por onda de choque extracorpórea) consiste em aplicação local de uma sequência de pulsos mecânicos sonoros de alta energia e alto gradiente de pressão, os quais geram um processo denominado de mecanotransdução.

Essa energia penetra no tecido lesado e provoca cavitação (rompimento de microbolhas com consequente microrroturas teciduais). Isso gera reações bioquímicas intracelulares, aumento da vascularização (neoangiogênese) e da celularidade. Estimulando assim, o processo regenerativo tecidual.

Além do fator analgésico e regenerativo tecidual, a TOC também é utilizada em casos de pseudoartrose óssea, pois tem o poder de gerar proliferação óssea e remodelação do esqueleto.

A aplicação destas ondas é feita através de ponteiras, que podem ser focais (geram energia em um foco) e radiais (divergem de um foco). A ponteira escolhida, o número de sessões, intervalos, intensidade e frequências da TOC varia para cada patologia e tolerância de cada paciente. Não é um procedimento indolor, geralmente há necessidade de sedação ou anestesia para aplicação em animais.

Um estudo feito por Alexandre Navarro, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, ao analisar cães com displasia e osteoartrose secundária a partir de sessões de tratamento por ondas de choque extracorpóreo (Toc), mostrou a eficácia desse procedimento tanto na melhora da locomoção dos animais, com métodos quantitativos de análise cinética, quanto na diminuição da dor, constatada por avaliação cega. “São ondas mecânicas, e não elétricas, que não vão só favorecer a reparação tecidual, vão também reduzir o estimulo nervoso da dor”, explica Alexandre.

Por não possuírem cura, tanto a displasia quanto a osteoartrose são tratadas inicialmente de maneira conservativa antes que o animal seja levado à sala de cirurgia. A pesquisa, então, buscou um método não invasivo que pudesse atuar na recuperação do animal e que não somente evitasse que o grau da lesão piorasse. Para a regeneração da cartilagem, que tende a se degenerar mais do que se reparar, o tratamento usou as ondas de choque porque, como já havia sido comprovado em outros estudos, elas aumentam o potencial regenerativo das células. Além disso, o Toce também evita, de maneira até melhor que alguns medicamentos conservativos, que o tecido se degenere ainda mais. Por fim, as ondas de choque denervam as fibras de dor, o que faz com que os animais sintam menos incômodo ao se locomoverem.

A displasia coxofemoral é a doença ortopédica hereditária mais comum em cães, e que tem como característica a instabilidade na articulação coxofemoral. A dor é causada por essa incongruência articular e pela degeneração da articulação. A doença atinge todas as raças de cães, mas principalmente as maiores, que têm crescimento rápido.

A osteoartrose, também caracterizada pela degeneração na cartilagem articular, aparece com o envelhecimento do animal. Como a cartilagem perde a capacidade de absorver e distribuir as forças às articulações, ela se torna alvo de lesões. Cerca de 20% dos animais idosos apresentam sinais da doença.

Patologias musculoesqueléticas

  • Tendinopatias crônicas
  • Tendinopatia calcificante do ombro
  • Tendinopatia patelar
  • Fascites
  • Displasia coxofemoral

Patologias ósseas

  • OCD (osteocondrite dissecante)
  • Necrose avascular asséptica
  • Fraturas por estresse
  • Nao união óssea
  • Consolidação óssea tardia (união retardada)

Dermatopatias

  • Feridas não cicatrizantes
  • Úlceras cutâneas
  • Feridas por queimadura não circunferenciais

Contraindicações

  • Tecido pulmonar na área de tratamento
  • Placa epifisária na área de tratamento
  • Cérebro ou medula espinhal na área de tratamento
  • Coagulopatia grave
  • Prenhez, quando fetos na área de tratamento
  • Tumor maligno na área de tratamento (não como doença subjacente)
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