Bom dia leitores! O texto de hoje é sobre medicina esportiva em equinos!

Texto por M.V. Flávia do Prado Augusto Amaro

Você provavelmente já praticou algum esporte ou atividade física intensa e no dia seguinte apresentou dores musculares, não é verdade? Assim como nós, os cavalos podem ser treinados para diferentes modalidades esportivas e apresentar dores decorrentes das atividades físicas. Sabe-se que atletas de alta performance, após esforços repetitivos podem sofrer microlesões que a longo prazo acarretam em doenças articulares, lesões tendíneas, musculares e/ou ósseas.

Lesões musculoesqueléticas são a causa mais importante de afastamento do esporte e morte em cavalos atletas. O desempenho dos animais depende do bom estado do seu aparelho locomotor e a atividade realizada está diretamente envolvida nas causas das lesões. Mas e se ao invés de tratar lesões nós pudéssemos preveni-las? As causas de claudicação e síndromes dolorosas de origem musculoesquelética, freqüentemente encontradas na prática equina, são distúrbios que podem ser tratados e prevenidos com sucesso utilizando a fisioterapia.

Em humanos o fisioterapeuta é um integrante importante das equipes esportivas, juntamente com os preparadores físicos e ortopedistas. E na medicina veterinária a atuação de médicos veterinários clínicos e médicos veterinários fisioterapeutas tem demonstrado resultados cada vez melhores. Veterinários do mundo todo têm trabalhado para que a dor no cavalo atleta seja cada vez mais uma exceção, um mito e não uma verdade. Afinal, mais do que bons resultados nas pistas de competição, é desejado que os cavalos possam correr, saltar e nos encantar, relaxados, livres de dor e cheios de amor.

Referências

MARANHÃO, R. P. A. et. al. Afecções mais frequentes do aparelho locomotor dos equídeos de tração no município de Belo Horizonte. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v. 58, n. 1, p. 21-27, 2006.

Paulekas, R., & Haussler, K. K. (2009). Principles and Practice of Therapeutic Exercise for Horses. Journal of Equine Veterinary Science, 29(12), 870–893.