Curitiba, 06 de agosto de 2019.

Texto por M.V. Mhayara Reusing

A dor é um processo desencadeado para indicar alguma lesão ou desequilíbrio corporal, e tanto em nós como nos animais, tem um papel importante para sinalizar que algo não está bem. Porém, esse processo deve ser controlado e minimizado, juntamente ao tratamento da causa para garantir o bem estar dos indivíduos. Caso não seja realizado o tratamento correto da dor e sua origem, ela poderá se tornar crônica, trazendo consequências mais difíceis de se controlar. Quando se tratam de animais idosos, há ainda maior cautela pois sabemos que medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios tem efeitos colaterais aos rins, fígado e trato gastrintestinal. Hoje vamos abordar as causas da dor, como detectá-la, formas de tratamento em geral, e abordagem terapêutica da dor mais recomendada para animais idosos.

Mas será que os animais sentem dor como nós sentimos?

As causas de dor em animais podem se assemelhar muito às doenças que acometem os seres humanos, como por exemplo, dores abdominais (piometra, pancreatite, colite), cervicais, lombares, toracolombares (hérnia de disco, discoespondilite, neoplasias), articulares (artrite – séptica ou reumatoide -, artrose, fraturas), ósseas (panosteíte, neoplasia, fraturas), neuropáticas (lesões em nervos periféricos ou centrais) ou até mesmo dor miofacial (musculares) ou condições de hiperalgesia, com alta sensibilidade, denominada alodinia.

A questão chave é: eles não falam, então como saber se eles estão com dor?

Todos os processos que causam danos aos tecidos corporais, como as doenças citadas acima, ou também os traumas (lesões por impacto gerado por quedas, atropelamentos, maus tratos), ou período pós-operatório, irão ser acompanhado de dor. Como mencionado anteriormente, a dor sinaliza que algo não está bem… Sinais de dor são: prostração (animal ficar quieto, menos ativo, desinteressado, apático), anorexia (não querer comer), hiporexia (diminuição do apetite, comer menos). Se a dor for no sistema locomotor, é comum o animal mancar, ter dificuldades para realizar movimentos para sentar ou se levantar, caminhar ou correr.

Então, como tratar a dor em cães e gatos?

Existem métodos medicamentosos com anti-inflamatórios ou analgésicos, que devem ser prescritos por médicos veterinários, com o princípio ativo recomendado para cada origem da dor, para a espécie em questão e dose adequada ao peso corporal. Assim como em humanos, a automedicação ou, no caso, procurar medicar cães e gatos por conta própria não é recomendado, sob riscos graves. É importante ressaltar que alguns medicamentos de farmácia humana podem causar úlcera gástrica severa e hemorragia fatais em cães. Esses fármacos são importantes, e geralmente são empregados no controle da dor aguda, porém, não devem ser utilizados por longos períodos de tempo, pois podem comprometer a função de órgãos que metabolizam essas substâncias. Em pacientes com disfunção renal ou hepática, o uso desses medicamentos pode ser contra indicados.

E os animais idosos? Como podemos tratar a dor sem sobrecarregar órgãos para metabolizar medicamentos?

A resposta está na dosagem mínima medicamentosa, ou até mesmo suspensão dos fármacos e controle da dor por técnicas físicas: Acupuntura e Fisioterapia. A Acupuntura é capaz de estimular pontos específicos que levam informações à medula espinhal, bloqueando a transmissão da dor. Esses efeitos são potencializados com a eletroacupuntura, que leva estímulos em diferentes frequências, o que ajuda tanto em dores agudas (alta frequência, acima de 100Hz) como crônicas (baixa frequência, entre 2 e 15 Hz). A Fisioterapia, por sua vez, auxilia no controle da dor através da magnetoterapia (campo eletromagnético terapêutico), laserterapia (emissão luminosa), ultrassom terapêutico (emissão de ondas sonoras) e eletroterapia (através de correntes terapêuticas como o TENS – Transcutaneal Electrical Nerve Stimulation).  Procure também o médico veterinário do seu animalzinho para recomendação de medicamentos protetores articulares (ver mais) para os casos de dor articular, eles podem ajudar a retardar o processo degenerativo, e ajudar a conter a evolução da artrose. Outras terapias que podem auxiliar são os florais de Bach e homeopatia, temas para próximas postagens, com a especialista Dra. Selene. Procure um especialista, e proporcione o maior cuidado ao seu animalzinho.

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